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Review: Seagate BlackArmor NAS 110

Membro caçula da família de discos NAS da Seagate, o BlackArmor NAS 110 centraliza diversos serviços de compartilhamento de arquivos e backup de dados para usuários domésticos, profissionais liberais e até pequenos negócios. Testamos a versão de 1 TB.

A linha BlackArmor é uma família de servidores NAS (Network Attached Storage) criada pela Segate e que oferece um, dois ou até quatro discos rígidos montados em RAID (ou não) dentro de um dispositivo externo para uso compartilhado dentro de uma rede local.

O grande atrativo neste caso é que eles funcionam como uma solução completa para aqueles que querem ter um pequeno servidor em casa ou no seu pequeno negócio para compartilhar seu conteúdo entre diversos computadores baseados em Windows ou Mac OS.

Destes, o modelo de entrada é o NAS 110 equipado com apenas um HD de até 3 TB, sendo que a versão analisada por este ZTOP é o de 1 TB, mais recomendado para grupos de trabalho formado por até 10 usuários. Acima disso, a empresa sugere o NAS 220 para até 20 usuários e o NAS 420/440 para até 50 usuários.

O NAS 110 é formato pelo disco propriamente dito, fonte de alimentação, cabo de rede, documentação e CD com drivers e utilitários.

O gabinete do NAS 110 é relativamente pequeno — 6,1 x 17,6 x 14,7 cm (LxAxP) e 1,2 kg de peso — feito de plástico de acabamento fosco, com exceção da sua frente em preto “não olha feio que eu risco” piano, bonito mas extremamente sensível a qualquer tipo de atrito.

Como esse gabinete vem totalmente lacrado, fica claro que seu disco interno não pode ser facilmente substituído pelo usuário. Também notamos que seu sistema de circulação de ar é passivo (não usa ventoinha), o que faz com que o ar fresco entra pelas suas diversas aberturas inferiores e, depois de absorver o calor do circuito, sai naturalmente pela sua abertura.

Trata-se de uma solução simples, silenciosa e livre de manutenção. A única desvantagem que vemos é que, para funcionar da maneira mais eficiente possível ele precisa obrigatoriamente ficar de pé, posição que o deixa mais sujeito a tombos causados por batidas ou esbarrões acidentais, o que pode ser desastroso para o disco rígido. Com isso, não estamos dizendo que esse produto seja inseguro, e sim que ele deveria ficar em um local bem arejado e longe de qualquer movimento mais enérgico.

Na sua base também fica o botão de Reset que reinicializa o sistema no caso de alguma pane ou retorna algumas configurações do sistema para as originais de fábrica (username e senha, nome do servidor e endereço IP).

Na parte de trás podemos ver o botão de liga/desliga, a entrada da fonte de alimentação, uma porta de rede usada para conectar um segundo disco externo, memory key ou mesmo uma impressora (para compartilhá-la na rede) e uma porta de rede Gigabit Ethernet, recurso ainda raro em modelos de entrada. Note acima dele o slot para trava anti-furto padrão Kensington e a etiqueta do produto que contém diversas informações importantes, incluindo seu endereço MAC e o nome do disco (HOST) na rede (no nosso caso, BA-22EB32).

Notamos que seu botão de liga/desliga precisa ser pressionado por alguns segundos para que o NAS inicie o seu processo de desligamento. Isso também é uma medida de segurança adicional para prevenir desligamentos acidentais. Na frente do NAS (a partir da direita) temos uma segunda porta USB para conexões temporárias, dois LEDs de estado e um botão de Easy Backup (mais sobre isso adiante).

Sua fonte de alimentação é do tipo bivolt (100~240 volts x 50/60 Hz) com saída de corrente contínua de 12 volts x 2 ampéres:

A fonte que recebemos possui um engenhoso sistema “universal” onde o plug da tomada pode ser facilmente trocado pelo modelo compatível com o padrão local. No nosso caso (uma versão de avaliação) o plug segue o padrão americano, mas acreditamos que a versão de prateleira será compatível como o novo padrão nacional.

Para colocar o NAS 110 em funcionamento, basta conectá-lo à rede local (via cabo) e a rede elétrica. Como qualquer servidor, o sistema leva alguns segundos para inicializar, mas nada que torre a paciência do usuário. Também notamos que o NAS 110 liga automaticamente ao ser ligado na tomada, isso não é um defeito e sim um procedimento de retorno automático do sistema no caso de falta de energia/apagão.

Vale a pena observar que é possível acessar o NAS 11o a por meio de uma rede sem fios, bastando para isso conectá-lo a uma porta de rede livre de um roteador Wi-Fi ou mesmo a um switch de rede que também esteja conectado à um ponto de acesso sem fio.

Um recurso bem curioso e que está presente apenas no NAS 110 é um sistema de backup simplificado batizado de Easy Backup, onde basta o usuário plugar qualquer dispositivo de armazenamento USB na sua porta frontal, esperar o botão Easy Backup acender (seta laranja), pressioná-lo e — caso ele comece a piscar — isso indica que o todo o conteúdo do dispositivo está sendo copiado para o NAS.

Curiosamente, o Easy Backup também funciona com outros dispositivos que se comportem como um disco USB como uma câmera digital, player de música ou até mesmo um smartphone. O diretório de destino no NAS 110 é definido pelo usuário por meio do gerenciador do disco.

Para os usuários terem acesso ao NAS 110 é necessário fazer a instalação dos aplicativos e utilitários para Windows e Mac OS que vem no CD que acompanha o produto. Curiosamente, ele também pode ser usado como CD de recuperação sistema (Full System Restore).

Por padrão, o NAS 110 vem pré-configurado para trabalhar com IP dinâmico (via DHCP), de modo que para localizar o NAS na sua rede é necessário executar o programa BlackArmor Discovery, cuja função primária é de localizar um (ou até mais) servidores BlackArmor NAS na rede.

Note que o nome do servidor é o mesmo impresso na etiqueta (HOST) do nosso disco de teste. Vale a pena observar que depois desse primeiro acesso o usuário pode mudar tanto o nome deste HOST quanto a opção de endereço IP dinâmico para um fixo.

Selecionado o nosso disco (BA-22EB32) o programa apresenta novas opções para o consumidor, incluindo os diretórios disponíveis para o usuário (particulares e públicas) que podem ser mapeadas como discos de rede no seu desktop.

Fora isso, ao clicar na opção Backup, o Discovery dá acesso direto ao Backup Wizard, uma opção do BlackArmor Backup que também acompanha o produto.

Já ao clicar na opção Manage, o Discovery chama o gerenciador de disco do NAS 110 cuja interface no formato HTML também pode ser acessado de qualquer outro computador da rede via programa navegador web  bastando que o mesmo digite o endereço IP do host e tenha um username e senha.

Como administrador, o usuário tem acesso a algumas funções avançadas como criar e gerenciar pastas públicas ou particulares…

… criar usuários, determinar seus respectivos níveis de acesso e o que eles podem ou não fazer no disco NAS (como modificar/apagar arquivos)…

Além de administrar os discos, ou no caso do NAS 110, apenas um. Nas versões maiores com dois ou mais discos essa sessão é usada para adicionar excluir discos, formatá-los em RAID ou JBOD etc.

Curiosamente, os dados do NAS também pode ser acessados via FTP, mas para isso é necessário ativar esse serviço no gerenciador do disco na opção de Network:

Fora isso, o gerenciador incorpora outros recursos/serviços como fazer download de arquivos de sites remotos (não confundir com BitTorrent), funcionar como um servidor DLNA e acesso remoto (via internet) por meio do serviço Seagate Global Access.

Um programa realmente útil que acompanha o NAS 110 é o BlackArmor Backup, um utilitário de backup e gerenciamento de discos criado pela Acronis …

… especialmente customizado para interagir com os discos NAS da Seagate.

Isso facilita a alguns procedimentos de backup — como criação de imagens de sistema ou cópias de segurança — que podem ser enviados preferencialmente para o NAS 110 centralizando assim os backups de segurança em um único local/dispositivo. Note que o NAS 110 também controla a licença de uso do BlackArmor Backup que, no nosso caso, está liberado para até cinco usuários.

Fora isso, o BlackArmor incorpora outras ferramentas que já vimos em outros produtos da casa, como o DiskWizard:

Nossas conclusões:

Num mercado apinhado de soluções de armazenamento externo de tudo quanto é tipo, cor, modelo e marca, a estratégia de diversos fabricantes para de diferenciar da concorrência e até das soluções caseiras (como aqueles desktops velhos que muita gente transforma em servidor de torrent arquivos) é de integrar produtos e serviços adicionais, o que é o caso do NAS 110, cujo principal atrativo é de vir com um sistema de backup bastante robusto e serviços adicionais como acesso remoto via Seagate Global Access e streaming de mídia via DLNA. Sob esse ponto de vista, esse pequeno disco da Seagate faz o que promete.

Mas talvez por essa preocupação de oferecer uma solução de nível profissional para um público digamos “amador”, achamos o gerenciador do NAS 110 um tanto complexo para aqueles não iniciados nesse mundo das redes locais (onde alguns conceitos são meio abstratos e outros beiram ao exoterismo), mas nada que uma boa lida no seu manual do usuário não resolva.

E qual seria o nível mínimo de conhecimento para usar esse sistema? Digamos que se o usuário ser capaz de configurar um roteador de banda larga ou um ponto de acesso Wi-Fi acreditamos que ele não terá problemas em configurar o NAS 110. Caso contrário, não tenha receio de perguntar para aquele seu colega que manja tudo de computador.

Com relação ao seu desempenho, a porta Gigabit (= 1.000 mbps) só ajuda se o usuário dispor de uma infraestrutura de rede na mesma velocidade, o que não é o caso da maioria dos usuários domésticos cujos roteadores normalmente são do tipo fast Ethernet (100 mbps) e as conexões de rede são, na melhor das hipótese,s de apenas 150/300 mbps. E na hora de transferir uma grande quantidade de arquivos, nossa recomendação é que o usuário reúna todos por meio de uma grande seleção e faça apenas uma operação de cópia (transferindo uma de cada vem em sequência) em vez de fazer diversas cópias ao mesmo tempo.

Fora isso, num mercado onde é comum os novos computadores virem equipados com discos de 500 GB ou até mesmo 750 GB, um NAS de 1 TB nos parece adequado para um pequeno escritório armazenar e compartilhar aquivos de trabalho, mas esse pode não ser o caso de alguns heavy users que mantém grandes imensas blibliotecas de músicas, fotos e filmes em suas residências. O NAS 110 pode contornar esse problema com a instalação de um segundo disco externo com porta USB.

Assim, nossa recomendação é que, caso o usuário decida pela compra do NAS 110,  avalie bem suas reais necessidades de armazenamento antes de optar pelo modelo de 1 TB  já que, dependendo do caso, uma versão com disco maior (2 ou 3 TB) ou até mesmo uma versão do BlackArmor com mais discos (caso do NAS 220/440) possa ser uma opção de longo prazo bem mais atraente. A Seagate Brasil vai lançar um novo modelo BlackArmor no começo de 2013 no mercado brasileiro,

Resumo: Seagate BlackArmor NAS 110 de 1 TB

O que é isso? Disco rígido externo para uso compartilhado em rede (NAS).
O que é legal?  Gabinete compacto, rico em recursos, porta Gigabit Ethernet.
O que é imoral? HD não pode ser trocado/atualizado pelo usuário. Sua operação exige conhecimentos básicos de administração de usuários e rede.
O que mais?  Bom pacote de software incluso
Avaliação:  7 (de 10). Entenda nosso novo sistema de avaliação.
Preço sugerido nos EUA: US$ 179,99 
Onde encontrarSeagate EUA

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.