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Arandale: o irmão mais esperto do Clarkdale

(Pré) CES 2010 Junto com o anúncio do Clarkdale, a Intel também introduzirá sua versão móvel conhecida pelo codinome Arandale. Mais do que um chip menor, ele possui características próprias e que junto com uma nova linha de modems sem fio consolida a atual plataforma móvel Calpella (também conhecida como Centrino de sexta geração).

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Assim como sua versão para desktops, o Arandale será direcionado para o segmento de portáteis mainstream que engloba desde alguns modelos de entrada até os modelos de linha com telas de 12 a 15 polegadas. Segundo o roadmap da Intel, somente os modelos topo de linha mais voltados para desempenho — como os notes para gamers e workstations móveis — ainda deverão continuar a sair com o Core i7 Clarksfield o primeiro nehalem para portáteis introduzido durante o último IDF e que já está disponível até no Brasil.

Inicialmente a Intel está colocando no mercado nada mais nada menos do que 11 modelos distribuídos pelas linhas Core i3, Core i5 e Core i7 (uia!), para mim uma verdadeira salada de frutas. Afinal,  essa escala de valor/desempenho baseia-se em diversas características do chip, além da velocidade em GHz como tamanho do cache, consumo de energia e velocidade do barramento de memória DDR3. Note também que o nome comercial de todos os chips terminam com “M” de Mobile (=móvel)  e ainda podem ser precedidos pela letra “L”de Low-voltage (= baixa-voltagem) ou mesmo”U” de ultra-low voltage (= ultra baixa voltagem). Note que como no Clarkfield, os Core i3 tem características muito semelhantes aos Core i5, porém sem o recurso de Turbo Boost.

Como esses chips de baixa voltagem são mais caros, podemos ver coisas como o Core i5-540M de 2,53 GHz, 3 MB de cache e TPD de 35 watts (US$ 257) estar abaixo do Core i7 620UM de apenas 1,06 GHz mas com 4 MB de cache e TDP de apenas 18 watts. Assim, para simplificar as coisas o melhor é seguir o modelo simplificado proposto pela Intel, ou seja, quanto maior o número “x” do Core ix e modelo melhor a experiência de uso para o usuário, o que no caso dos portáteis não fica só no desempenho propriamente dito.

Obviamente, com o processador foram intriduzidos novos chipsets que chegam para fazer companhia para o PM55 que é o único modelo a não dar suporte a aceleradora Intel HD Graphics integrada ao processador.

Além dos novos recursos gráficos, essa nova plataforma móvel incorpora algumas tecnologias exclusivas como, por exemplo, o Turbo Boost que nesse caso não se limita apenas aos núcleos de processamento, podendo também pode ser aplicado na aceleradora gráfica.

… ou seja, de acordo com a demanda do sistema é possível acelerar tanto a CPU quanto o iGFX, o que de um certo modo significa aplicar os limitados recursos de energia do portátil naquilo que for realmente necessário naquele exato momento:

O resultado disso — mais uma vez — é uma relação mais balanceada entre desempenho e consumo de energia. Além disso, como no atual Centrino 2 ainda existe a possibilidade de se implementar uma segunda aceleradora gráfica discreta no desenho do portátil e que pode ser ativada ou não — em  tempo real — pelo sistema de acordo com a demanda e de maneira completamente transparente para o usuário.

Como já vimos aqui neste Zumo, a marca Centrino aos poucos deixa de ser o nome de plataforma (processador + chipset + wifi) para se tornar apenas o nome da sua tecnologia de comunicação sem fio. Assim com a chegada da plataforma Calpella a Intel apresenta sua nova linha de interfaces Wi-fi já com a nova denominação:

Para quem gosta de detalhes:

Uma das curiosidades desse nova plataforma é a implementação da versão 2.0 do My Wifi, a versão Intel da tecnologia WiFi-Direct que utiliza recursos de comunicação ponto-a-ponto do WiFi (ad-hoc) para criar uma espécie de PAN (Personal Area Network) sem o uso de roteador. Seu modelo de uso é mais ou menos a das atuais redes Bluetooth, interconectando diversos dispositivos por rede sem fio de maneira ainda mais simples e descomplicada. Conheça mais detalhes do My WiFi aqui e veja uma demonstração da tecnologia presenciada por este Zumo.

Até a data de fechamento desse post (27/12) ainda não recebemos notícias sobre empresas que já estejam desenvolvendo produtos baseados no Calpella com Arandale, algo que veremos com certeza durante a CES 2010, mesmo que na forma de protótipos no stand da Intel.

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Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.