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AMD Vision: como vender essa marca?

Ao contrário do pessoal de Santa Clara, que aparentemente não deixou muito claro para o consumidor (mais leigo) como diferenciar seu processador Intel Core ix mais novo do menos velho, o pessoal de Sunnyvale revisa mais uma vez a sua estratégia de como identificar seus novos chips em todos os aspectos, seja no gabinete do PC, na embalagem ou mesmo nos anúncios.

No geral, a AMD mantém duas estratégias de posicionamento de seus produtos em relação ao concorrente: Na linha de entrada e de valor (produtos abaixo de US$ 349 nos EUA ou sub-R$ 1.000 no Brasil), ela posiciona sua linha de APUs AMD séries C, E1 e E2 para bater de frente (e até dar uma surra em algumas situações) com as linhas Atom, Celeron e Pentium.

Já na linha de processadores mainstream das séries A4, A6, A8, A10 e FX, a AMD já é mais cautelosa em competir com a linha Core ix, posicionando-os como opções intermediária em termos de preço/desempenho. Segundo a empresa, a expectativa é que TODA a linha AMD série A Trinity custe ligeiramente menos que o Core i7 de terceira geração “Ivy Bridge” topo de linha. Já os notebooks mainstream com A10 devem ficar inicialmente na faixa dos US$ 699.

De fato há quem digue que essa estratégia tem lá suas vantagens já que existe uma tendência natural do consumidor de comparar números, de modo que ele pode ver vantagem em optar por um A8 no lugar de um Core i5,  já que além de ser mais em conta, como “8 é maior que 5” então ele deve ser melhor, né? <wink!> <wink!>

Fora isso, com a chegada do Trinity, a AMD introduz um novo modelo de APU chamado A10 (por sinal o único mostrado nas demos da empresa em Austin).  Fora isso, a tabela abaixo apresenta outras informações bem interessantes.

Por exemplo: Ela mostra que a linha de APUs Trinity ( = 2nd-generation APU) irá se estender até o modelo A4, o que deixa claro que a linha Llano  (e sua plataforma com soquete FM1) tende a sair do mercado. Outra coisa que pode passar desapercebido é que o novo A6 deixa de ser uma APU quadcore para se tornar um dual-core. Já o modelo E2 (Brazos) será sucedido pelo Brazos 2.0, que incorpora dois núcleos Bobcat mais potentes e novas tecnologias como suporte para USB 3.0 e AMD Steady Vídeo (uia!).

Além disso, a AMD criou uma série de padrões de identificação de seus produtos tanto para uso nos PCs quanto nos materiais de divulgação. Interessante notar que a AMD pode ter aposentado a marca ATI, mas resolveu manter a marca Radeon Graphics, o que ajuda na sua divulgação mesmo quando usado em produtos da concorrência.

Se comparadao com a Estratégia Vison original, trata-se de um recuo, porém estratégico já que ela mostrou na prática ser simples demais e que estava até causando uma certa confusão no mercado, já que nada diferenciava a plataforma Vision mais nova das mais antigas.

Outra novidade é que como fez a Intel, a  AMD também criou uma linha de selos “Premium” em tons mais neutros…

…  para combinarem melhor com produtos de visual mais requintado como seus novos notebooks leves e finos batizados de Ultraslim.

Finalmente, a AMD criou uma nova campanha publicitária para promover o Trinity cujo slogan é You more brilliant que enfatiza a idéia de que o estilo de vida das pessoas é cada vez mais visual, assim como o seu computador.

 

Disclaimer: Mário Nagano viajou a Austin a convite da AMD, mas todas as opiniões (e as fotos) são dele.

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.

  • Tô pegando meio que raiva da AMD por causa daquela campanha boba da subsidiária brasileira no Facebook com "O Melhor do Mundo".

    []'s!