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Hands-on: Acer Chromebook C710

Primeiro Chromebook a chegar (de fato) no mercado nacional traz um conceito de computação pessoal mais amigável para o usuário de smartphone que deseja evoluir para um ecossistema de PC do que o contrário.

A idéia de um computador simples e sem disco, ligado à rede e que armazenaria todas as suas informações e aplicativos no que hoje chamamos de “nuvem”  é algo bem mais antigo do que se imagina.

Isso porque o conceito em si data da época dos mainframes e o primeiro computador pessoal baseado nessa idéia foi o Network Computer (ou simplesmente NC) desenvolvida em meados dos anos 1990 pela Oracle Computer e que na época foi bastante fanfarreado pelo seu não menos barulhento CEO Larry Ellison.

De fato, no excelente documentário “The Triumph of the Nerds” (ou mais exatamente no fim do terceiro episódio) existe um curioso registro desta época onde Ellison faz uma declaração bastante passional e até meio profética sobre o futuro do computador pessoal — onde ele diz que acredita que o IBM PC seria, em breve, substituído por um dispositivo barato que ele chamava de “Information Appliance” (= NC?) — algo como uma TV super vitaminada que teria acesso a informações e poder de processamento simplesmente conectando-se a computadores gigantes pela Internet (= Set-to box/Smart TV?) – e tudo isso com a mesma facilidade com que abrimos uma torneira, mandando assim o PC para o mesmo destino da água de poço puxada com balde.

Acorn-Netstation(Abre aspas…)

PBS.Triumph.of.the.Nerds.Larry_Ellisson

Ellison: Eu odeio o PC com paixão!

 As pessoas cometem um terrível engano ao pensar IBM é o presente e a Microsoft é o futuro — eu acho que a IBM é o passado, a Microsoft é o presente e o futuro ainda não aconteceu — assim, não sabemos que empresa, qual tecnologia será dominante.

(…) Não devemos gastar todo o nosso tempo esfregando as mãos sobre o domínio mundial da Microsoft já que ainda existe espaço suficiente para inovações — haverá mudanças e o futuro da Microsoft não está assegurada. Sim, eu apoio isso porque a internet não requer um PC.

(…)  Eu odeio o PC com paixão! Para eu ir até a loja para comprar o Windows 95, tenho que entrar no meu carro, dirigir até a loja e comprar uma caixa de papelão cheia de bits gravados num pedaço de plástico chamado CD-ROM. Aí você traz para casa e lê o manual para instalar essa coisa — você deve estar brincando! — coloque isso na rede! Não coloque bits em caixas, caixas em caminhões que vão para a loja que eu tenho que visitar para comprar esses bits — isso é insano!

 OK, eu amo a Internet — e quero que as informações que trafeguem pelo fio.

(… fecha aspas.)

Apesar dessa idéia fazer bastante sentido, o NC da Oracle nunca decolou e o projeto foi para o vinagre. Mas isso não impediu que, de tempos em tempos, outras empresas tentassem relançar o NC com outros nomes e plataformas — como os chamados Internet Appliances —  que tinham nomes até bacanas como o Ergo Audrey da 3Com (2001)…

3Com_Audrey

… o eVilla da Sony (2001), que rodava o famigerado BeOS

Sony_evilla

… e até a Intel tentou entrar nessa parada com o Dot Station (2000) que já vinha com um curioso telefone embutido, cujo fone possuía um curioso “chifrinho” que acendia quando chegava uma ligação:

Intel_Dot_Station1

De um certo modo, os Internet Appliances são bons exemplos de uma solução a procura de um problema já que, até recentemente, computação pessoal era sinônimo de PC com Windows (com o Mac OS e o Linux correndo por fora) de modo que, no geral, esses produtos poderiam até oferecer experiências de uso até que parecidas, porém não era a mesma coisa de usar um PC. E mesmo que essa experiência fosse exatamente igual, para que trocar então?

Mas a medida que as pessoas se habituaram a consumir e utilizar cada vez mais produtos e serviços baseados na web, o bom e velho programa navegador passou a ser quase que uma interface padrão para muitos usuários, independente da sua plataforma de hardware e/ou SO instalado. Isso por sinal foi a janela de oportunidade aproveitado pelo Google, que transformou o seu navegador Chrome num produto com o lançamento do Chromebook, cujo primeiro protótipo — conhecido como Acer CR-48 — foi analisado pelo Henrique para este ZTOP em 2011…

acer_chromebook_CR48

… e que no fim de outubro de 2013, surge o primeiro modelo a chegar oficialmente ao Brasil na forma do Acer C710-2859:

Acer_C740

E o que mudou de lá para cá? No geral a experiência de uso é praticamente a mesma, mas o C710 traz um hardware atual e moderno, e o seu sistema operacional passou por diversos ajustes finos com o objetivo de tornar o eu uso ainda mais agradável. Já fizemos um hands-on bem superficial no dia do seu lançamento, mas desta vez iremos fazer algo mais detalhado, já que agora tivemos mais tempo para brincar com ele aqui na Zumo-caverna:

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Então vamos lá:

Como já dissemos anteriormente, o C710 pode ser descrito como um mini-notebook de  28,4 x 2,8 x 20,3 cm (LxAxP fechado) e 1,38 kg de peso (ou 1,58 kg com a fonte inclusa) ….

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… cujo design é rico em linhas retas e cantos curvados, que proporciona uma pegada bastante confortável na hora de transportá-lo. Seu perfil é um pouco mais fino na frente…

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… o que faz com que o seu teclado fique levemente inclinado (uns 3 graus para baixo), melhorando assim a sua ergonomia:

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O exemplar que recebemos para testes (modelo C710-2859) veio equipado com uma tela de  11,6 polegadas, 2 GB de SDRAM DDR3 e 16 GB de disco SSD (boo!!!) — expansível via slot para cartão SD. Seu processador é um moderno Intel Celeron 1007U, um chip dual core “Ultra” de 1,5 GHz, (tecnologia “Ivy Bridge” de 22 nm), equipado com 2 MB de cache e TDP de apenas 17 watts.

Sua aceleradora gráfica Intel HD é baseada no HD 2500 que deve proporcionar um bom desempenho gráfico, principalmente na reprodução de vídeos.

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Note que para fugir do ranço que muitos usuários ainda têm da marca Celeron, a Intel optou por omitir essa informação no seu selo de identificação, chamando-o apenas de “Intel Inside Processor”.

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Outro detalhe interessante é que, a exemplo do que já acontece com o Android, a divisão de software da Intel trabalha ativamente com o Google na otimização do código do Chrome OS para x86 com o objetivo de que ele rode da maneira mais veloz e eficiente possível nas plataformas do pessoal de Santa Clara.

Sua tela LCD/LED de 11,6 polegadas tem resolução nativa de 1.366 x 768 pixels, que está se consolidando como um padrão de mercado mesmo entre telas até maiores. Vale a pena observar que essa tela não é touchscreen (porém já existe, lá fora, uma versão do Google com tela touch chamada Chromebook Pixel com tela touch).

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Logo acima da tela, podemos ver a sua webcam HD e o microfone logo a esquerda da mesma (seta). Apesar do Chromebook não ser compatível com Skype, é possível fazer chamadas de videoconferência via Hangout do Gooogle+.

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O teclado da versão que recebemos para testes segue o padrão internacional dos EUA, mas que pode ser facilmente reconfigurado para acentuar em português segundo o padrão do Windows. Isso facilita a vida dos usuários que estiverem migrando do Windows para o Chromebook — apesar de que acreditamos que a versão final da loja deve vir com o layout padrão nacional ABNT-2.

No geral, o uso desse teclado até que é bastante agradável para o seu tamanho, com botões macios e bem espaçados o que minimiza a possibilidade de pressionar a tecla errada ou duas letras ao mesmo tempo (com exceção talvez das  teclas de seta e rolagem da tela). O mesmo pode ser dito do seu touchpad sem teclas, com suporte para multitoques.

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Outra curiosidade desse teclado é que, ao contrário do que vemos por ai, suas teclas alfabéticas estão representados em caixa baixa, o que passa um certo ar de jovialidade, leveza e modernidade ao produto, o que faz sentido já que usamos muito mais esses caracteres no dia a dia.

Além disso, ele incorpora novas teclas de função cujo objetivo é de agilizar o processo de navegação do browser. Observamos também que as teclas ainda F1~F12 estão disponíveis, só que num segundo plano, sendo necessário pressionar o botão [fn] para usá-los.

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acer_chomebook_function_keys

Mais combinações de teclas de atalho podem ser vistas aqui e outras ainda mais obscuras — porém úteis como tirar um screenshot da tela ou abrir o task manager  — podem ser conferidas aqui.

Uma área em que o novo Chromebook melhorou bastante foi no aproveitamento das suas portas de comunicação: no lado direito vemos uma saída de som/entrada de microfone combinado (padrão CTIA/AHJ), duas portas USB 2.0, entrada para adaptador de rede elétrica e slot para trava de segurança padrão Kensington.

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Do outro lado, temos uma porta de rede Fast Ethernet, saídas de vídeo SVGA, HDMI e mais uma USB 2.0. Internamente o sistema conta com uma interface Wi-Fi 802.11 b/g/n, mas ele não vem com porta bluetooth nem hardware/suporte nativo para redes metropolitanas ou coisa do tipo. E pelo que já conversamos com a Acer do Brasil o C710 não funciona com nenhum dongle 3G/4G do mercado e, até agora, não foi contatada por nenhuma operadora local para viabilizar um modelo compatível.

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Na parte da frente temos um slot para cartão SD/MMC e até SDXC formatado em exFAT.

acer_chomebook_SD_slot

… que pode ser útil para expandir sua área de armazenamento interno de 16 GB de maneira simples e discreta. Além disso, os usuários do Chromebook tem direito a 100 GB de disco na nuvem por meio do serviço Google Drive.

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Do canto oposto existem dois LEDs de estado que indicam se o PC está ligado/desligado/dormindo e o estado da carga/recarga da bateria…

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… que ficam posição discreta, porém de fácil visualização, mesmo com tampa da tela abaixada:

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Pausa para um Momento ZUMO de reflexão:

Durante nossos testes, notamos que o Chromebook aceita alguns acessórios USB mais genéricos como mouse/teclado com e sem fio, memory keys, discos externos, webcam, celulares (para recarga) e coisas do tipo. Mas no caso de dispositivos mais complexos como scanners, adaptadores de rede, bluetooth ou 3G/4G  a coisa meio que complica já que, no geral, eles dependem da instalação de drivers fornecidos pelo fabricante que podem ainda não existir para o Chrome OS. Já nas impressoras, esse problema pode ser contornado com o uso do serviço Google Cloud Print.

Isso faz com que a instalação de qualquer dispositivo USB no Chromebook envolva um processo de tentativa e erro, ou seja — se plugou e funcionou, ótemo! — caso contrário nossa recomendação é que o usuário procure se informar com a revenda/fabricante do produto ou na página de suporte do Chrome OS se o dispositivo/acessório/equipamento que você deseja usar no Chromebook é compatível com o SO do Google, uma experiência por sinal bem conhecida entre os usuários de Linux.

Outra dúvida que pode pintar na cabeça dos nossos leitores é se seria possível hackear um Chromebook e instalar digamos, um Windows nele. A resposta simples, curta e direta para os usuários leigos é “nem tente!” — Apesar de existirem relatos na Web de pessoas que conseguiram realizar essa façanha num Chromebook Pixel, mas como é comum nesse caso, o resultado final pode não ser o desejado além de detonar a garantia do produto.

Mas voltando ao que interessa… sua base é ocupada por uma grande tampa inferior o que, aparentemente, dá fácil acesso a alguns componentes internos do sistema como memória e disco.

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E ao contrário do que vimos no Infinity SA 1402 da Semp Toshiba, a bateria do C710 ainda é removível (yaay!). Para isso é necessário deslizar uma trava de mola existente na base com a ponta de uma caneta…

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… que o seu módulo é liberado. Trata-se de uma bateria modelo AL12B32 (4ICR17/65) de 14,8 volts x 2.500 mAh. Segundo a Acer, ela é formada por quatro células de íons de lítio com autonomia máxima para quatro horas.

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Ela é carregada por uma fonte de alimentação de desenho bastante convencional da LiteOn modelo PA-1650-86 com entrada bivolt de 100~240 volts/50~60 Hz CA e saída CC de 19 volts x 3,42 amperes:

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Ao remover a tampa inferior, vemos que o C710 é dono de um layout bastante flexível, com fácil acesso aos seus componentes internos, o que facilita a sua manutenção e até upgrades eventuais:

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Aqui podemos ver o sistema de circulação interna de ar que também retira o calor do processador (seta) por meio de um duto de transferência térmica que termina num irradiador montado na saída de ar do portátil:

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Sob essa placa, fica o processador Celeron 1007U que está soldado na placa-mãe. Pelo aviso de não tocar, supomos que ele deve gerar uma boa quantidade de calor, o que era de se esperar de um chip do tipo Core.

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O curioso é que seu chipset  Mobile Intel NM70 Express (uma versão mais simples do HM75)  não vem com nenhum tipo de sistema de irradiação de calor:

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A direita dele podemos ver a sua interface Wi-Fi Acer InviLink Nplify, 802.11b/g/n na forma de uma placa PCI Mini de meia altura:

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Já a esquerda do chipset, ficam os slots para pente de memória sendo que o modelo analisado veio equipado com apenas um módulo de memória SDRAM DDR3 1.333 MHz de 2 GB…

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… fabricado pela Nanya:

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O legal é que neste caso, o segundo slot está livre, o que permite expandir sua memória RAM para até 4 GB que é a configuração máxima oferecida pela empresa. Apesar disso, existem relatos de que o sistema aceita (e até tira bom proveito) de mais memória, o que pode ser uma boa notícia para os heavy users.

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Mas o que realmente chamou a atenção desse layout é o espaço reservado para o disco rígido…

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… que no caso do C710-2859 vem equipado com um SSD da Sandisk modelo U100 de 16 GB modelo SDSA5AK-016G-1014 — um “disco” de 2,5″ de meia-altura, equipado com uma interface SATA 600, que se conecta com o portátil por meio de um adaptador SATA ligado à placa-mãe por meio de um flat cable (seta)…

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… o interessante é que é possível desmontar esse conjunto…

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… e usar o adaptador para ligá-lo num disco convencional de 2,5″:

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Sobre isso, duas observações importantes: a primeira é que só estamos mostrando que é tecnicamente possível trocar o disco SSD de 16 GB que vem no C710 por um disco de desenho e tecnologia mais convencional como os novos HDs de 5 mm de espessura da Seagate (os de 9,5 mm de espessura não cabem na altura disponível), mas isso não garantia que esse upgrade vai dar certo em todos os casos.

A segunda coisa é que para trocar o disco é necessário transferir a imagem do SO Chromebook para o novo disco, o que pode não ser algo tão simples quanto trocar uma lâmpada (e nós nem tentamos fazer isso).

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Resumindo: Quem quiser partir para esse upgrade que o faça por sua conta e risco — e não espere ajuda do fabricante caso algo dê errado.

Sobre a experiência de uso:

Para quem ainda não sabe (ou nunca teve a oportunidade ser apresentado) o Chromebook roda o Chrome OS, que é um sistema operacional de código aberto baseado em Linux que foi desenvolvido pelo Google especificamente para trabalhar com aplicativos web, em especial aqueles oferecidos pelo pessoal de Mountain View.

ChromeOS_welcome2

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Também é importante ressaltar que o Chrome OS não tem nada a ver com o Android já que são projetos com estratégias distintas que correm em paralelo dentro da empresa.

Pelo que já ouvimos no mercado, a impressão que temos é que Chrome OS é uma plataforma mais voltada para uso em desktops e notebooks de entrada, enquanto que o Android é mais focado em smartphones e tablets — apesar de existir exceções para essa regra.

Para usar o sistema, o Chrome OS trabalha com sistema de perfis, o que permite que casa usuário tenha sua própria área de trabalho.

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E como no Android, para tirar o máximo proveito desse sistema é preciso que o usuário tenha uma conta no Google. A grande vantagem neste caso é que uma vez cadastrado no Chromebook, o sistema configura automaticamente e mantém atualizado o perfil do usuário em todas as suas plataformas (tablet, smartphone, PC etc.), o que inclui o sistema de email, agenda, contatos, etc. — e o mais importante — o navegador Chrome que incorpora todos os seus toques pessoais incluindo sua lista de favoritos, bookmarks, plug-ins e até a barra de atalhos.

Para apagar um perfil, basta clicar na borda superior da imagem do usuário (desde que ele não seja o dono/administrador) e clicar na opção “Remover esse usuário” e o mesmo que é deletado sem pedir uma segunda confirmação.

Outra sacada interessante do Chrome OS é que o sistema e suas aplicações se mantém atualizados automaticamente e, por ser baseado em Linux, ele é praticamente imune a ataque de vírus.

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Outro recurso legal desse sistema de perfis é o chamado “modo visitante” que não deixa nenhum registro histórico, rastros de navegação como cookies e até arquivos baixados para trás depois que o usuário sai desse perfil. O Google afirma que esse recurso é particularmente interessante para aqueles que pedem o computador emprestado “só um pouquinho pra ver uma coisa na internet”.

ChromeOS_Chrome_visitante

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A  abordagem do Chrome OS é bastante elegante e minimalista (com algumas customizações mínimas) formada por uma ampla área de trabalho e uma barra de ferramentas na sua base.

ChromeOS_desktop

A direita existe uma área de notificação/painel de controle onde se concentram a maioria dos ajustes rápidos e indicadores do desktop, onde também é possível checar o acesso a rede, volume, estado da bateria, trocar o usuário e até desligar o sistema.

ChromeOS_Setup1

Como dissemos antes, apesar do teclado do modelo analisado ser do padrão Internacional Americano, ele pode ser facilmente configurado para acentuar em português brasileiro:

ChromeOS_Setup2

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Outra curiosidade é que seu painel de configurações é apresentado na forma de um formulário em HTML:

ChromeOS_Setup3

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No geral, temos a impressão de que o SO só existe para servir de plataforma para rodar o navegador Chrome que muita gente conhece e usa todo dia…

ChromeOS_Chrome_browser

… e que, por sua vez, dá acesso aos diversos produtos da empresa como o GMail, YouTube, Google Maps, Google Agenda, Google Docs, etc. sendo que o usuário tem a opção de fixar o atalho das suas opções favoritas na barra de ferramentas localizado na base da tela:

ChromeOS_GoogelDocs

Fora isso, o usuário tem a opção de executar as apps nativas que rodam fora da janela do navegador e que são acessados por meio de um tipo Menu de aplicações/Program Launcher…

ChromeOS_apps_nativas2

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… que podem ser baixadas na sua loja on-line, por sinal a mesma que acessamos no navegador Chrome do nosso PC:

ChromeOS_Loja_apps

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Já o serviço Google Play pode ser acessado, mas como dissemos antes, os aplicativos desta loja não são compatíveis com o Chrome OS. Mas como fazemos no PC, o usuário pode selecionar/comprar apps nessa página e mandar descarregar nos seus dispositivos com Android.

ChromeOS_Google_Play

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Já o Google Play Music, apesar de vir pré-instalado no seu menu de aplicações, não está disponível para nossa geografia: 🙁

ChromeOS_Google_play_music

Entre os aplicativos “off-line” talvez o mais relevante seja o gerenciador de arquivos que, como o próprio nome sugere, permite que o usuário navegue pelas diversas pastas de arquivos disponíveis, incluindo o Google Drive caso a máquina esteja conectada na rede. Para copiar um arquivo basta arrastá-lo de uma pasta para outra, mas para mover é necessário recortar de uma janela e colá-la na outra. E para criar uma nova pasta ou abrir uma nova  janela, é preciso entrar no menu de configuração da mesma.

ChromeOS_file_manager

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O gerenciador de tarefas também permite executar outras funções, como visualizar imagens…

ChromeOS_Chrome_image_viewer

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… reproduzir músicas e até assistir a vídeos:

ChromeOS_video_audio

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Segundo o Google, os formato de arquivos que podem ser abertos/lidos no Chromebook são os seguintes:

  • Aquivos do Microsoft Office: .doc, .docx, .xls, .xlsx, .ppt (apenas leitura), .pptx (read-only). Mais detalhes aqui.
  • Áudio/Video: .3gp, .avi, .mov, .mp4, .m4v, .m4a, .mp3, .mkv, .ogv, .ogm, .ogg, .oga, .webm, .wav
  • Imagens: .bmp, .gif, .jpg, .jpeg, .png, .webp
  • Arquivos compactados: .zip, .rar, .tar, .tar.gz (.tgz), .tar.bz2 (.tbz2)
  • Outros: .txt, .pdf

Outra aplicação curiosa é o Chamada do Hangouts que permite realizar fazer chamadas de videoconferência.

ChromeOS_Chrome_videcom

Por ainda ser um produto relativamente novo no mercado, ainda não temos uma metodologia de testes para o Chrome OS. Mas para não dizer que deixamos passar essa oportunidade em branco, rodamos o WebXPRT,  um benchmark desenvolvido pela Principled Technologies  mede a experiência de navegar na Web, utilizando rotinas em HTML 5. O grande atrativo desse sistema é que ele é multiplataforma de modo que, no futuro, será possível comparar o desempenho de diferentes dispositivos, independente do sistema operacional:

ChromeOS_webxprtNossas conclusões:

No geral, ficamos bastante impressionados com o Chromebook no que se refere a sua proposta de oferecer uma ferramenta de trabalho simples e fácil de ser usada, em especial para aqueles que utilizam intensivamente o navegador web para as suas atividades do dia a dia.

De fato, a experiência de uso é tão boa que temos até a impressão que recortamos o navegador Chrome do nosso PC e colamos no nini-note da Acer. Tanto isso é verdade que todas as telas do navegador usadas neste hands-on nã0 foram tiradas com a tela cheia para mostrar que estávamos no Chrome OS. Observamos porém que, apesar disso, sempre existe a possibilidade de haver problemas de incompatibilidade de com algum sistema de segurança de banco mais temperamental ou sites que foram desenvolvidos e só testados no Internet Explorer.

No que se refere a disponibilidade de aplicativos, a lojinha do Chrome ainda é pequena se comparada com a do Android. E apesar do potencial dessa plataforma serem promissoras, só o tempo dirá se um dia ela será tão grande quanto as concorrentes. Nossa recomendação é que o usuário avalie suas reais necessidades e até simule as aplicações disponíveis no Chrome do PC.

Fora isso, é sempre bom relembrar que o usuário só pode tirar o máximo proveito desse produto se o mesmo estiver ligado numa conexão de banda larga, seja ela com ou sem fio. Apesar de todo o esforço do Google em melhorar a experiência de uso “off-line” ela ainda é modesta se comparado com os sistemas da Microsoft e Apple.

Note também que o C710 não oferece nenhum suporte para redes metropolitanas — incluindo dongles 3G/4G — o que a primeira vista, pode desanimar alguns usuários, mas observamos que essa limitação pode ser contornada usando o recurso de tethering de alguns smartphones ou mesmo de um roteador portátil como o D-Link 506L. Mas com uma bateria com autonomia declarada de 4 horas não sei se o C710 é a melhor alternativa para uso longe da tomada conectado via celular.

No final das contas, qual seria o público alvo do C710? Eu diria que não é um produto voltado para produtividade (apesar do seu grande potencial como um meio de coleta e consulta de dados, desde que conectado numa boa conexão de banda larga) e sim para aqueles cujo interesse é de apenas navegar na internet, acessar redes sociais, trocar mensagens e consumir conteúdo digital da maneira mais simples, segura e sem depender daquele amigo nerd que manja tudo de computador. Neste caso, o Chromebook é uma opção a ser considerada.

Resumindo: é o portátil que você compraria para sua mãe (principalmente se ela for viciada em redes sociais).

Seu preço sugerido é de R$ 1.299 e pode ser encontrado inicialmente em apenas três canais de vendas — o submarino.com, pontofrio.com e fastshop.com — curiosamente, somente esta última oferecerá esse produto nas lojas.

 

Desde o século passado Mario Nagano analisa produtos e já escreveu sobre hardware e tecnologia para veículos como PC Magazine, IDGNow!, Veja e PC World. Em 2007 ele fundou o Zumo junto com o Henrique assumindo o cargo de Segundo em Comando, Editor de Testes e Consigliere.